Pedagogia

3 Dicas para ser ouvido na sala de aula

Muitos professores se dizem preocupados com a falta de atenção dos alunos durante a aula. Isso pode acabar prejudicando o trabalho dos educadores e o aprendizado das crianças. Pensando nisso, selecionamos aqui 3 dicas para ajudar professores a serem ouvidos na sala de aula:

1- Use um tom de voz adequado

Para conseguir a atenção dos alunos, é comum que professores falem alto, podendo até chegar a perder a voz. Entretanto, nos esquecemos que somos o principal modelo para as crianças em sala de aula. Se queremos que os nossos alunos falem com um tom de voz agradável, precisamos fazer o mesmo e dar o exemplo.

2- Só comece a falar quando os alunos estiverem prontos para ouvir

É fundamental que os alunos aprendam a te respeitar e a te ouvir. Portanto, evite começar a falar enquanto eles não estiverem prontos. Dessa forma, os seus alunos irão aprender que devem fazer silêncio enquanto você estiver falando. É preciso ter paciência, mas desenvolva o hábito de esperar todos ficarem quietos. Ao repetir esta prática todos os dias, a sua turma ficará pronta cada vez mais rápido. Inclusive, é provável que as crianças comecem a te ajudar, lembrando umas às outras que você está lhes esperando: “Gente, silêncio! Ele(a) quer falar!”

3- Pratique a comunicação não verbal

Gestos e outras formas de comunicação não-verbal são excelentes maneiras de obter a atenção dos alunos. Ao levantar um braço e fazer contato visual com eles, você estará indicando que precisa de silêncio e atenção.

É importante que você escolha uma forma específica de comunicação não-verbal e a repita todos os dias. Isso vai ajudar as crianças a perceberem e respeitarem o seu chamado. Além disso, os alunos também devem ter uma maneira não-verbal de indicar que constataram o seu comunicado, como ao levantar a mão e fazer contato visual com você.

Tonia Casarin formou-se em Administração pela PUC-Rio, em 2007, e é mestre em Educação pelo Teachers College em Columbia University, em Nova York, Estados Unidos. Já atuou no setor público, como na prefeitura do Rio de Janeiro e no governo do Estado do Rio, e privado. É professora de pós-graduação do Instituto Singularidades de São Paulo, consultora em Educação e trabalha em parceria com Stanford University em projetos de FabLearn Lab, no Rio de Janeiro.

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